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quinta-feira, 25 de abril de 2013


RELATÓRIO

Assunto: Visita Virtual ao Museu do Louvre (FRANÇA/PARIS).
Dia: 24/04/2013

O museu do Louvre, é considerado um dos mais importantes museus do mundo, possui uma das coleções de arte mais ricas do mundo. Compreende sete departamentos dedicados a antiguidades. Encontram-se expostos objetos da arte medieval renascentista e moderna. Louvre  é realmente uma das sete maravilhas do mundo  pela sua riqueza cultural e arquitetônico , une o antigo ao moderno e contemporâneo.O prédio foi construído entre 1852 e 1857 , durante Napoleão III , sendo de 1871 a 1989 o Ministério da Fazenda.
O museu é dividido em departamentos: 1) Antiguidade oriental; 2) Egito; 3) gregos ,etruscos e romanos; 4) Arte do Islã; 5) Esculturas ; 6) Objetos de arte; 7) Pintura ; 8) Artes gráficas. Possui três alas: Denon,Sully e Richelieu. A parte sobre o Egito é extraordinária. Possui múmias, sarcófagos,estátuas e partes inteiras de muros e túmulos. Na ala Sully encontram-se as antiguidades orientais e antiguidades egípcias.

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Como referenciar este artigo:
Museu do Louvre. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-04-25].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$museu-do-louvre>.
ttp://www.infopedia.pt/$museu-do-louvre>.

Profº Osvaldo Morais
Blog EducativoE-mail
Os blogs educativos são páginas simples, que levam vantagem sobre as home pages pela facilidade de criação e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los. Além disso, publicam idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada.

Sua principal característica são os textos curtos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, piadas, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir. Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar.

Os blogs podem ajudar a construir redes sociais e redes de saberes. Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação


Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade. Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens


Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo Webfólio do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem


-A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
-Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
-Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
-Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
-Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
-Desenvolver o espírito de colaboração(aprender a conviver)
-Aprender a aprender.
-A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.


Links para aprender mais:
Webfólio 
Blog Mestre
Pesquisa no Google

Educação com Tecnologias Digitais: Uma Revolução Epistemológica em Mãos do Desenho Instrucional

Este artigo foi publicado originalmente em: RAMAL, Andrea Cecilia. “Educação com Tecnologias Digitais: Uma Revolução Epistemológica em Mãos do Desenho Instrucional”. IN Educação Online - Teorias, práticas, legislação e formação corporativa. Marco Silva (org.). São Paulo: Loyola, 2003.
Para que um processo educacional seja caracterizado como “a distância”, dois elementos são fundamentais: tempo e espaço. Na educação a distância, professores e alunos, ou alunos entre si, estão separados pelo tempo e pelo espaço.
Essa situação não é nova. Milhares de profissionais fizeram cursos por correspondência oferecidos por institutos e universidades muito antes da internet. Esse sistema de envio de materiais instrucionais pelo correio é utilizado até hoje. Ele teve seu auge há algumas décadas mas, na verdade, remonta aos tempos mais antigos: poderíamos dizer, por exemplo, que os apóstolos dos primeiros tempos da Igreja Católica já faziam educação a distância. Que outra coisa seriam as cartas de São Paulo aos cristãos de Corinto, por exemplo, nas quais ele os instruía sobre a doutrina cristã? É claro que nesses casos a comunicação era muito lenta e nem sempre garantida. Basta lembrar que São Francisco Xavier, missionário nas Índias no século XVI, só recebeu uma carta de Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, quatro anos depois de ter sido escrita.
Recentemente passamos a contar com mais recursos: televisão e rádio, entre outros meios, ajudaram a potencializar a instrução, na medida em que permitem atingir mais pessoas e comunidades ao mesmo tempo.
No entanto, no contexto contemporâneo há elementos inusitados. O primeiro é a velocidade com que as informações circulam e são produzidas. Conhecimentos anteriores se modificam, fundem-se com outros ou simplesmente tornam-se ultrapassados. Até pouco mais de duas décadas, a pessoa que aprendia um ofício sabia que grande parte dos conhecimentos assimilados ainda seria válida até o fim da carreira. Hoje o ciclo de renovação dos conhecimentos não passa de uma década em um número cada vez maior de profissões.
A conexão simultânea dos atores da comunicação a uma mesma rede traz uma relação totalmente nova com os conceitos de contexto, espaço e temporalidade. Passamos a uma percepção do tempo, mais do que como algo linear (marcado por anterioridades e posterioridades), como pontos ou segmentos da imensa rede pela qual nos movimentamos. Vivemos num ritmo de velocidade pura; como afirma Lévy (1993), não há horizonte, nem ponto-limite, um "fim" no término da linha. Ao contrário, vivemos uma fragmentação do tempo, numa série de presentes ininterruptos, que não se sobrepõem uns aos outros, como páginas de um livro, mas existem simultaneamente, em tempo real, com intensidades múltiplas que variam de acordo com o momento. Enquanto na era da escrita o mote é "construir o futuro", hoje vale o que ocorre neste preciso momento (Ramal, 2000).
Também por isso mudam os referenciais de acesso à informação, que passam a ser cada vez mais as mídias eletrônicas. Mais do que revistas, jornais impressos, ou mesmo televisão e rádio, procura-se cada vez mais a internet como fonte de notícias.
- 01/07/2011 - Andrea Ramal

terça-feira, 23 de abril de 2013


10 tecnologias que vão mudar o mundo, segundo o MIT
Massachusetts Institute of Technology seleciona 10 novos produtos e serviços em desenvolvimento que deverão mudar nossa vida em breve
por Redação Galileu
Todo ano a Technology Review, revista científica publicada pelo respeitado MIT (Massachussets Institute of Technology), faz uma lista de tecnologias emergentes que apresentam soluções para diversos problemas da humanidade. A seleção é feita entre pesquisas recentes de produtos e serviços que a indústria ainda não adotou em larga escala.

Confira a lista das tecnologias: 

Busca em tempo real 
O Google está muito interessado em incorporar as atualizações feitas em redes sociais aos resultados. O desafio, além de tornar essas informações buscáveis, é atribuir relevância para alguns updates em detrimento de outros, e assim acrescentar conteúdo útil. Rastrear e classificar conteúdos atualizados a todo instante em redes sociais exige muito mais velocidade e novos algoritmos para acompanhar, em tempo real, milhares de updates no Twitter e Facebook, por exemplo.
 

Estas duas redes de relacionamento não têm problema em vender suas atualizações para os buscadores. O Google não revela muito o segredo da análise das atualizações. Mas, Amit ­Singhal, o responsável por esse desenvolvimento, diz a Technology Review que um perfil no Twitter com muitos seguidores e muito retwitado sai na frente de outros menores. Uma atualização feita no Facebook tem mais relevância quanto maior o número de amigos do usuário e ainda quanto mais amigos seus amigos colecionam. Outra maneira é usar a geolocalização, dependendo do local de onde é produzida uma mensagem ela seria mais relevante. Se alguém postar sobre terremoto e estiver localizado próximo à área atingida sua informação será provavelmente mais relevante do que outras mais distantes.
3D móvel
(Bryan Christie Design / Reprodução: MIT)
Quem pensava que a popularização de imagens tridimensionais aconteceria pelo cinema ou grandes e modernos aparelhos de TV, pode ter uma surpresa com o Samsung W960 lançado na Coreia do Sul em março. O celular conta com um software desenvolvido pela empresa Dynamic Digital Depth que converte imagens em 2D para 3D. Na posição vertical, as imagens parecem bidimensionais, mas é só virar o aparelho para a posição horizontal que elas saltam da tela e ganham volume. O software cria ilusão de perspectiva nas imagens estimando a profundidade dos objetos em cena com várias pistas, como se há um céu numa paisagem, ele provavelmente estará mais ao fundo do que as montanhas. Então, o programa produz pares de imagens levemente distintas que nosso cérebro interpreta como se fosse uma só com profundidade.

A tecnologia até poderá ser usada em TVs 3D, mas a tecnologis funciona melhor quando existem poucos ângulos de visão envolvidos, por isso o smartphone seria a melhor opção. A Dynamic Digital Depth começa também a desenvolver meios de adaptar games para 3D sem óculos nos celulares. A empresa de pesquisa DisplaySearch divulgou uma pesquisa recente que prevê que até 2018 teremos 71 milhões de aparelhos móveis com a tecnologia.
 


Células tronco projetadas 
Com o projeto de células tronco pesquisado pela empresa Cellular Dynamics, espera-se uma grande mundaça nos modelos de doenças e na maneira como as drogas são testadas. Em 1998, James Thomson, co-fundador da empresa, conseguiu isolar células tronco embrionárias, capazes de se transformarem em qualquer célula do corpo humano, mas a técnica levantava questões éticas, pois embriões precisavam ser sacrificados. Dez anos depois, os pesquisadores conseguiram produzir células tronco a partir de células adultas, adicionando quatro genes, normalmente ativos em células embrionárias. Chamadas de células tronco pluripontentes induzidas (iPS), podem se reproduzir muitas vezes e transformam-se em qualquer célula.
 

Além das iPS poderem substituir tecidos danificados, cientistas produzir células específicas para testar como elas agem e testar medicamentos e contra a diabetes, por exemplo. A Cellular Dynamics já produz células do coração para os testes da gigante farmacêutica Roche. Células do fígado e cérebro devem ser produzidas no futuro, assim como células de pessoas com diferentes cargas genéticas.
Combustível solar 
Organismos geneticamente modificados em teste (Bob O'Connor / Reprodução MIT)
Todo biocombustível é feito de dióxido de carbono e água. Atualmente utilizamos matéria orgânica para produzi-lo, como cana e milho. Pesquisadores decidiram eliminar a biomassa intermediária e criar um sistema para sintetizar diretamente o combustível. A empresa Joule Biotechnologies manipula e projeta genes para criar microorganismos fotossintetizantes que usam a luz solar para transformar dióxido de carbono em etanol e diesel. Os organismos ficam em espaços chamados fotobioreatores, sem necessidade de água fresca e ocupando uma área muito menor do que a biomassa tradicional.De acordo com o fundador da empresa, Noubar Afeyan, os organismos produzem combustível continuamente e deve render 100 vezes mais por hectare do que o milho produz em etanol.


"Enganar" as células fotovoltaicas 
Kylie Catchpole, pesquisadora da Universidade Nacional da Austrália, trabalha desde 1994 no desenvolvimento de pequenas células fotovoltaicas mais eficientes em captar e transformar em energia elétrica a luz solar. Feitas de materiais semicondutores como silício amorfo e telureto de cádmio, elas são mais baratas do que células solares comuns, produzidas com grossos cristais de silício.
 

As novas células ainda seriam menos eficientes, pois, se a célula é mais fina do que o comprimento de onda da luz solar, esta será absorvida em menor quantidade. A pesquisadora passou então a estudar plasmons, uma espécie de elétron da superfície de metais que se agitam quando há incidência de luz. E descobriu que nanopartículas de prata, adicionadas às células fotovoltaicas finas, desviam os fótons (partículas ou ondas que formam a luz) que ficam indo e vindo na célula permitindo que mais comprimentos de onda da luz solar sejam absorvidos. O material produzido por Catchpole gera 30% mais energia que as
 células fotovoltáicas finas tradicionais. 

TV social
(Bryan Christie Design / Reprodução: MIT)
A cientista convidada do MIT, Marie-José Montpetit, tenta fundir as redes sociais à TV tradicional e transformar a experiência até agora passiva dos telespectadores em algo mais colaborativo. Os grandes conglomerados da TV vêem com bons olhos a mudança, esperam que, ao linkar cada espectador com seus amigos, eles deixem de trocá-la por sites re relacionamento. A indústria publicitária também pode ganhar com isso, afinal, será mais fácil produzir conteúdo personalizado de acordo com os interesses do telespectador. Ainda é difícil saber quando e como a tecnologia vai tomar forma, mas a pesquisadora e seus alunos apresentaram um protótipo ano passado.
Concreto verde 
Fazer cimento para concreto exige aquecer carbonato de cálcio pulverizado, areia, argila a mais de 1.450 °C com queima de combustível, atividade que libera dióxido de carbono, um dos elementos responsáveis pelo aquecimento da Terra. Os 2,8 bilhões de toneladas de cimento produzidos em 2009 no mundo causaram 5% das emissões do gás. Nikolaos Vlasopoulos, chefe da empresa londrina Novacem, quer produzir um material que absorva mais CO2 do que foi emitido em sua fabricação.
 

Ele misturou óxido de magnésio à formula e descobriu que ele reage com o CO2 da atmosfera para gerar carbonatos e - o melhor - deixa a mistura do cimentos mais resistente enquanto captura o gás. O pesquisador atualmente trabalha no refinamento da receita. Mais empresas procuram criar cimento com o mesmo conceito.
 

Implante de eletrônicos solúveis 
Cientistas da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, trabalham em implantes óticos e eletrônicos a
 base de seda (a fibra produzida por uma larva). A ideia é que os aparelhos sirvam para o monitor de sinais vitais, aplicar medicação em dose e intervalos corretos, fazer testes sanguíneos e fornecer imagens para diagnósticos. Depois de tudo isso, quando o material não for mais necessário, ele se desintegra no corpo, sem necessidade de cirurgia para a retirada. Alguns testes já foram feitos e os pesquisadores falam até em fibra ótica feita de seda. 

Anticorpos de dupla ação 
A cientista Germaine Fuh e sua equipe da empresa Genentech desenvolvem um método para juntar dois compostos ativos de drogas contra o câncer: um combate uma substância que acelera o crescimento em alguns tipos de câncer, e o outro bloqueia uma proteína que estimula a formação de vasos sanguíneos para alimentar o tumor. Combinar os dois remédios em uma só molécula pode ajudar a solucionar problemas recorrentes em tratamentos quimioterápicos. Com o tempo, as células cancerígenas ficam resistentes a ele por meio de várias mutações e ainda conseguem driblar o efeito dos remédios. Os médicos, geralmente, misturam vários medicamentos antes que o câncer consiga se aproveitar dessa situação. Uma só droga que combaat a doença de várias formas poderá simplificar o processo de cura. 

Programação em nuvem 
A computação em nuvem já começa aparecer com mais frequência. Se fala dela muito sobre a previsão de que ela proporcione mais condições de processamento e armazenamento. Mas pouco se sabe sobre como a nuvem vai ser usada na programação. Com grandes bancos de dados geridos por empresas como Amazon e Google, as possibilidades são grandes. Fazer com que um programa em nuvem acesse em tempo real as informações sobre os posts mais vistos no Twitter e selecione anúncios que estejam relacionados a isso, por exemplo, pode trazer grandes mudanças na propaganda na web.
Hoje, esse tipo de uso exige desenvolvimento aplicações complexas dos programadores. O que Joseph Hellerstein, da Universidade da Califórnia, promete fazer é simplificar a vida dos programadores. Ele trabalha num software que diminuirá o trabalho complicado de rastear informações e classificar tudo o que acontece na rede. O programa já tem um nome, Bloom e deve ser lançado ainda em 2010.
Temas relacionados


Um guia sobre o uso de tecnologias em sala de aula
Um painel para todas as disciplinas mostra quando - e como - as novas ferramentas são imprescindíveis para a turma avançar
Amanda Polato (Amanda Polato)
TICs, tecnologias da informação e comunicação. Cada vez mais, parece impossível imaginar a vida sem essas letrinhas. Entre os professores, a disseminação de computadores, internet, celulares, câmeras digitais, e-mails, mensagens instantâneas, banda larga e uma infinidade de engenhocas da modernidade provoca reações variadas. Qual destes sentimentos mais combina com o seu: expectativa pela chegada de novos recursos? Empolgação com as possibilidades que se abrem? Temor de que eles tomem seu lugar? Desconfiança quanto ao potencial prometido? Ou, quem sabe, uma sensação de impotência por não saber utilizá-los ou por conhecê-los menos do que os próprios alunos?

Se você se identificou com mais de uma alternativa, não se preocupe. Por ser relativamente nova, a relação entre a tecnologia e a escola ainda é bastante confusa e conflituosa. NOVA ESCOLA quer ajudar a pôr ordem na bagunça buscando respostas a duas questões cruciais. A primeira delas: quando usar a tecnologia em sala de aula? A segunda: como utilizar esses novos recursos?

Dá para responder à pergunta inicial estabelecendo, de cara, um critério: só vale levar a tecnologia para a classe se ela estiver a serviço dos conteúdos. Isso exclui, por exemplo, as apresentações em Power Point que apenas tornam as aulas mais divertidas (ou não!), os jogos de computador que só entretêm as crianças ou aqueles vídeos que simplesmente cobrem buracos de um planejamento malfeito. "Do ponto de vista do aprendizado, essas ferramentas devem colaborar para trabalhar conteúdos que muitas vezes nem poderiam ser ensinados sem elas", afirma Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA.

Da soma entre tecnologia e conteúdos, nascem oportunidades de ensino - essa união caracteriza as ilustrações desta reportagem. Mas é preciso avaliar se as oportunidades são significativas. Isso acontece, por exemplo, quando as TICs cooperam para enfrentar desafios atuais, como encontrar informações na internet e se localizar em um mapa virtual. "A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidades para atuar no mundo de hoje", afirma Marcia Padilha Lotito, coordenadora da área de inovação educativa da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Em outros casos, porém, ela é dispensável. Não faz sentido, por exemplo, ver o crescimento de uma semente numa animação se podemos ter a experiência real.

As dúvidas sobre o melhor jeito de usar as tecnologias são respondidas nas próximas páginas. Existem recomendações gerais para utilizar os recursos em sala (veja os quadros com dicas ao longo da reportagem). Mas os resultados são melhores quando é considerada a didática específica de cada área. Com o auxílio de 17 especialistas, construímos um painel com todas as disciplinas do Ensino Fundamental. Juntos, teoria, cinco casos reais e oito planos de aula (três na revista e cinco no site) ajudam a mostrar quando - e como - computadores, internet, celulares e companhia são fundamentais para aprender mais e melhor.
Nove dicas para usar bem a tecnologia

O INÍCIO  Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO  No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

O FUNDAMENTAL  Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO  Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO  Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções. 

O AUTODIDATISMO  A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos. 

A RESPONSABILIDADE  Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA  Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA  Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma. 

Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.
Reportagem sugerida por oito leitores: Alana Cristina Lorde, Várzea da Palma, MG, Graziela Stein, Marabá, PA,Jaqueline Alves Silva Soares, Caetanópolis, MG, Karla Capucho, Vitória, ES, Kelly Silva Monteiro, São Gonçalo, RJ, Luciano Alves da Silva, São Lourenço da Mata, PE, Nadia Pereira Marques, Cristalina, GO, e Thais Silvestre Rosa, Rio de Janeiro, RJ


Maria Elizabeth de Almeida fala sobre tecnologia na sala de aula
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida alerta que o currículo escolar não pode continuar dissociado das novas possibilidades tecnológicas
Elisângela Fernandes (novaescola@atleitor.com.br)
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MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE ALMEIDA Foto: Marina Piedade
Em um mundo cada vez mais globalizado, utilizar as novas tecnologias de forma integrada ao projeto pedagógico é uma maneira de se aproximar da geração que está nos bancos escolares. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Defensora do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) em sala de aula, Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.
 

Nesta entrevista para NOVA ESCOLA, a especialista no uso de novas tecnologias em Educação, formação docente e gestão falou sobre os problemas na formação inicial e continuada dos professores para o uso de TICs e de como integrá-las ao cotidiano escolar.
 

O que é o webcurrículo? 
MARIA ELIZABETH BIANCONCINI DE ALMEIDA É o currículo que se desenvolve por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente mediado pela internet. Uma forma de trabalhá-lo é informatizar o ensino ao colocar o material didático na rede. Mas o webcurrículo vai além disso: ele implica a incorporação das principais características desse meio digital no desenvolvimento do currículo. Isto é, implica apropriar-se dessas tecnologias em prol da interação, do trabalho colaborativo e do protagonismo entre todas as pessoas para o desenvolvimento do currículo. É uma integração entre o que está no documento prescrito e previsto com uma intencionalidade de propiciar o aprendizado de conhecimentos científicos com base naquilo que o estudante já traz de sua experiência. O webcurrículo está a favor do projeto pedagógico. Não se trata mais do uso eventual da tecnologia, mas de uma forma integrada com as atividades em sala de aula. 

O uso das TICs facilita o interesse dos alunos pelos conteúdos? 
MARIA ELIZABETH Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações que hoje estão nos bancos das escolas.


Confira as 5 tecnologias surgidas em 2012 que vão mudar nossas vidas
Algumas são discretas, outras megalomaníacas, mas todas têm potencial para impactar nossa vida nos próximos anos
por Redação Galileu
Em 2012 o homem mandou um robô pra passar férias em Marte e saltou de paraquedas da estratosfera. Feitos impressionantes, históricos - ou qualquer outro adjetivo épico que você preferir - mas que, a curto prazo, pouco irão afetar nossas vidinhas aqui na Terra. Por isso, a GALILEU preparou uma lista com as tecnologias lançadas nesse ano que, muito provavelmente, irão deixar nossa vida mais simples, ou só mais divertida, em um futuro próximo. 
LiquiGlide

O LiquiGlide é uma superfície que faz com tudo deslize, não deixando que nada fique aderente à ela. Se você está se perguntando qual a função prática disso, a resposta é: ketchup. Ou você nunca travou uma batalha contra a embalagem de plástico que insistia em não liberar a passagem do ketchup (maionese, mostarda...) pro seu x-burguer? Esse é um dos grandes tormentos da Era Moderna. Mas as aplicações podem ir muito além – e não estamos só falando que dá pra usar o LiquiGlide em embalagens de geleia. A asa de um avião coberta por gelo, por exemplo. Se uma camada de LiquiGlide for aplicada à ela, isso não seria mais um problema.

O site do produto diz que ele é feito de “materiais de comida”, sem entrar nos detalhes da composição. Os primeiros testes mostraram que o LiquiGlide dá conta do recado nos seguintes materiais: vidro, plástico, metal e cerâmica. Apesar dessa coisa de tirar todo o ketchup da embalagem soar um pouco banal, se trata de um problema complexo. O desperdício de comida é um dos maiores problemas da atualidade, quase meio milhão de quilos de alimentos vai para o lixo todo ano. Quantas vezes um produto não ficou por eras na sua geladeira porque as sobras da embalagem faziam parecer que o ele estava cheio? Além disso, as embalagens com LiquiGlide supostamente precisam de uma tampa menor que a normal, reduzindo a quantidade de petróleo usado pra esse fim.
Pneu auto-calibrável
//Crédito: Divulgação
Em setembro desse ano a Goodyear anunciou o lançamento de uma tecnologia que permite que os pneus dos carros se auto-inflem enquanto você dirige. Um sensor percebe que a pressão está mais baixa do que deveria e deixa o ar externo entrar para calibrar o pneu. Como no exemplo anterior, essa inovação esconde mais benefícios do que aparenta.

Primeiro que pneus bem calibrados consomem menos combustível – além de ser bom para o seu bolso, é melhor ainda para o meio ambiente. O número de acidentes também deve diminuir com a novidade. O preço estimado é de 200 dólares cada – número que deve diminuir com o passar tempo.
Google Glass
//Crédito: Divulgação
Aqui na GALILEU você leu sobre o primeiro documentário feito com ele. E é bom a gente se acostumar a ver essa expressão, porque ano que vem ela deve começar a aparecer em bem mais manchetes que esse ano. O Google Glass vem aí.

Ele é, basicamente, um computador embutido em um óculos. O monitor de 1,3 cm (parece pequeno, mas lembre-se que ele vai estar quase colado no seu rosto) é ativado sempre que você olha pra cima e pra direita. E assim, com as mãos livres, você consegue fazer basicamente tudo que a internet permite: tirar e compartilhar fotos e vídeos, se comunicar com seus amigos, ouvir música. O óculos do Google já tem um rival, que, inclusive, deve chegar às lojas antes: em novembro a Vuzix anunciou o lançamento do seu Smart Glasses M100, que irá custar algo em torno de mil dólares e poderá ser comprado a partir de 2013.

Kit da Civilização

Como as tecnologias digitais vão mudar a educação
Futuróloga da Nasa afirma que estamos entrando na chamada Era da Imaginação
por Rafael Tonon

O futuro pode ser visto como uma extensão natural do que acontece hoje: nossas políticas, padrões de pensamento, tendências e hábitos. Se vão criar um amanhã indesejável, como podemos mudá-lo agora? É daí que parte o trabalho da americana Rita King.

Rita é futuróloga do think tank (centro de estudos) Langley da Nasa, onde trabalha na concepção de um parque de ciências, e uma das coordenadoras da Science House, instituição que faz a ponte entre cientistas e investidores para concretizar projetos de inovação. Ela afirma que estamos entrando na chamada Era da Imaginação, em que, com a ajuda da inteligência artificial, poderemos criar a maneira como queremos viver.

A maior mudança virá de nossa relação com as máquinas e o mundo virtual, que já começa a transformar a educação. A seguir, Rita fala sobre como robôs estão fazendo as vezes de professores, salas de aula que podem ir muito além de mesas e cadeiras e por que criatividade e imaginação serão os valores mais importantes de nossa sociedade. Para ela, o futuro já começou.
GALILEU: O que é a Era da Imaginação? 
Tivemos a Era Industrial e vivemos hoje a Era da Informação. Muitos futurólogos consideram que a próxima será a da Inteligência, mas ela só chegará quando as máquinas pensarem melhor que nós. Estamos em uma transição que chamo de Era da Imaginação. É um período de reformulação, não só para trabalho, educação e relacionamentos, mas para o que significa ser humano. Nós integraremos cada vez mais a tecnologia. Essas mudanças já podem ser vistas na educação. 

*
 Como? 
Parte da Era da Imaginação é re-imaginar sistemas, e a educação é um dos que mais necessita de um novo pensamento. Nas escolas, temos do uso de iPads a aulas ministradas por robôs. Os modelos mais avançados são autônomos, guiados por software de inteligência artificial com rastreamento de movimento e reconhecimento de fala. As máquinas começam a aprender a ensinar, tornando-se informadas sobre os mais diversos assuntos. Não é um conceito, mas um modelo já implantado em países como a Coreia do Sul.
 

*
 Teremos aulas em cenários virtuais? 
Sim. Esses ambientes digitais podem recriar espaços inusitados para o aprendizado, como o fundo de um oceano, com corais sendo destruídos pelo aquecimento global. Um ambiente virtual de uma faculdade de medicina, por exemplo, pode se parecer a uma réplica gigante de um coração humano. Assim, os estudantes poderão explorar o funcionamento desse órgão vital em um nível antes inatingível no ensino à distância.
O futuro já começou
Veja quatro tendências apontadas por Rita:

Professores-robôs: guiados por softwares de inteligência artificial, terão cara humanoide. 
Cenários virtuais: os treinamentos profissionais serão em plataformas digitais. 
Mercado de trabalho: será baseado em áreas emergentes e projetos colaborativos. 
Nuvem humana: vamos ter mais de um contrato profissional e revezar o trabalho com colegas em fusos horários opostos. É o conceito de nuvem (informações espalhadas pelo espaço virtual) adaptado para o trabalho.
As novas tecnologias e o mercado de trabalho. 
Todos os dias existem novas oportunidades de negócio.
 

Quando começaram os avanços na área de tecnologias da informação e de automação de processos, muitos eruditos ergueram as suas vozes para alertar que a criação de uma tecnologia capaz de substituir o trabalho físico humano causaria um caos inimaginável em relação a empregabilidade.

Certos estamos que com o avanço da automação e das tecnologias ligadas à produção colocariam milhões de pessoas na “rua da amargura”, sindicalistas e os mais conservadores, pessoas ligadas a sectores do governo promoveram grandes “guerras” contra aquilo a que chamavam de “domínio da automação e informática”.
No entanto, conforme a tecnologia avançava e as pessoas se acostumavam aos seus benefícios, ficou bastante claro que os avanços proporcionados pela tecnologia de automação, de processos de computação trouxe muito mais benefícios do que malefícios à humanidade.
No ínicio, foi mesmo uma realidade, o fim de postos de trabalho devido ao impacto da tecnologia. Contudo, com a extrema capacidade de adaptação do ser humano e a crescente necessidade de mão-de-obra especializada para lidar com as criações advindas das novas tecnologia utilizada nos processos industriais. Desta forma, novas profissões surgiram para tomar o lugar das profissões que foram condenadas à morte pela tecnologia. Trata-se tudo de uma automatização de processos e reengenharia dos sistemas de informação, que passa pela formação profissional e a constante adaptabilidade da força humana de produção às constantes mudanças do mercado.
Uma nova era de profissionais foi necessária e tornou-se imperativo que as novas tecnologias pudesse prosperar e ser utilizadas com eficiência e segurança. Por isso mesmo, o impacto inicial na empregabilidade foi diluído ao longo do tempo com a substituição de profissionais de trabalho físico por profissionais que trabalhavam com as mãos e com o cérebro. Desta forma, mais bem pagos e menos sacrificados, esses profissionais realizaram suas tarefas graças ao principal e mais importante ganho que a utilização que as novas tecnologias permitiram: Uma melhor qualidade de vida.
Trabalhando muitas vezes até mais horas do que antes; contudo sem o mesmo desgaste físico, o ser humano pode dedicar-se a tarefas que antes eram proibitivas. E, com o passar dos tempos, a aceleração do avanço da tecnologia em todas as áreas do conhecimento humano, proporcionou a criação de oportunidades quase ilimitadas de criação de novas profissões que há apenas alguns anos seriam impensáveis.

Contudo, como tudo o que é criação do homem, a tecnologia também tem o seu lado perverso e negro. Hoje em dia, graças aos mesmos avanços que criaram benefícios e oportunidades inimagináveis, fez com que as pessoas também pudessem ser prejudicadas muito mais facilmente. Este avanço tecnológico tornou a nossa sociedade escrava dos computadores e é, hoje, impensável gerir qualquer empresa ou uma pessoa levar uma vida normal sem que seja preciso dominar ou entender do funcionamento das parafernálias que a tecnologia criou e colocou nas nossas vidas quotidianas.

Estou consciente que tudo isto é bem mais positivo, do que se não houvesse automação de processos, é incomparável o estado evolutivo de qualidade de vida das pessoas com todas estas novas ferramentas. É fantástico você ver uma pessoa de 80 anos a ir levantar dinheiro ao multibanco, a usar o telemóvel, ou até a ler este artigo num iPad.
E todo este mundo é um mar de oportunidades, basta explorá-lo, áreas como assistência técnica, desenvolvimento de software, aplicações no dia a dia de novas ferramentas, reengenharia de ferramentas estão a aparecer todos os dias, pode fazê-lo por si só ou integrar equipas de trabalho, tem é de estar integrado dentro do mercado, inscreva-se em forums de áreas que dominia ou tem interesse e verá que as oportunidades aparecem.
Se já tem alguma experiência, aconselho-o desde já a registar-se em sites de procura de emprego, mesmo que esteja empregado, não se acomode, todos os dias aparecem novos empregos e novas oportunidades. Se está desempregado procure cursos de formação (de preferência gratuítos) e inscreva-se. Se necessitar de outro tipo de ajuda use a caixa de comentários, teremos todo o gosto em ajudar.